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Amar é a união de respectivos corpos num só, ser o mesmo sorriso, o mesmo olhar. Cujo nome jamais será trocado, cuja emoção jamais morrerá. Divide-se ago replecto de loucura. Ocorre a dependência. Tudo requer dedicação, um farto ciúme, uma severa sinceridade não destrói tal laço, porém corrói-o. Lentamente, a alma rompe-se, emite surdos gritos, melancólicos prantos, devastador desespero, inconsolável solidão. Persiste uma revolta competindo uma saudade.. impossível seria amar algo ainda existente. O fim é desconhecido. Esperança, inofensiva, no entanto a qual mantém cada metade de encaixe viva, a qual é a força da reconquista do fracasso.
Sara Valério
